quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Kratos em quadrinhos

A Panini Comics lançou neste mês o encadernado God of War, incluindo as edições 1 a 6 dos quadrinhos americanos, com 148 páginas, roteiro do lendário Marv Wolfman e arte de Andrea Sorrentino. Se você ainda não conhece a saga de Kratos, leia este post antes.

A história se passa em dois momentos: inicia-se logo após ele ter se tornado o novo Deus da Guerra e mostra lembranças de um período quando Kratos ainda era guerreiro espartano. Esses momentos são conectados pela mesma jornada, encontrar a Ambrosia de Esculápio capaz de curar qualquer doença... até mesmo ressuscitar deuses.

No presente, o Fantasma de Esparta enfrenta criaturas demoníacas e gigantes mitológicos para atingir seus objetivos. No passado, ele está, na verdade, participando sem saber de um torneio mortal tramado pelos deuses.

Leitura mais interessante para os fãs do jogo, mas com uma ótima representação de um hecatônquiro.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

As últimas da mitologia por aí

A Warner Bros. parece bem confiante com o sucesso da sequência de Fúria de Titãs (Clash of the Titans, 2010) - que estréia em março de 2012. O estúdio já contratou os roteiristas para o próximo filme! Isso mesmo... uma trilogia desponta no horizonte grego!

E falando em filme com a mitologia grega, Imortais (Immortals) estreiou esta semana nos EUA. Só chega dia 23 de dezembro no Brasil, mas vejam uma violentíssima e estilizada cena com os deuses Zeus, Ares, Poseidon, Afrodite e Apolo descendo para decapitar e sangrar.




Lembrando que esse filme é sobre Teseu, então, um Minotauro não poderia faltar, certo? Mas parece que a criatura não é exatamente o que conhecemos: deve ser um homem mascarado.

E depois de toda essa violência grega, ainda temos o jogo Asura's Wrath, que lançou um vídeo de jogabilidade onde vemos o anti-herói distribuindo pontapés e cabeçadas em divindades hindus... sem os dois braços!



Ai!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Guaraná


Uma lenda conta que um casal de índios pertencente a tribo Maués vivia junto por muitos anos sem ter filhos mas desejava muito ser pais. Um dia eles pediram a Tupã para dar a eles uma criança para completar aquela felicidade. Sabendo que o casal era cheio de bondade, o deus lhes atendeu o desejo trazendo a eles um lindo e inteligente menino chamado Alupá.

A partir de seu nascimento, os índios Maués venciam todas as guerras, as pescas eram ótimas e a doença era rara. Eles acreditavam que o bem-estar da tribo vinha do bonito e generoso curumim e, por essa razão, ele era o mais protegido de todos.

Porém, qualidades tão boas despertaram a inveja e o ódio de Jurupari, uma entidade do mal, que tomou a forma de uma serpente e deu um bote certeiro em Alupa, quando ele colhia frutos na floresta. A tribo entrou em lamentação e desespero e trovões ecoaram nos céus.

Pintura em seda de Laila Bastos Andrade Guimarães
Tupã atendeu a todo aquele lamento e pediu que a tribo plantasse os olhos do curumim e os regasse com lágrimas durante 4 luas. Deles nasceria uma planta que daria força aos jovens e revigoraria os velhos, trazendo a felicidade de volta. Os pajés não duvidaram e fizeram o ordenado. Nasceu, então, uma nova planta com hastes escuras e sulcadas como os músculos dos guerreiros da tribo. Quando ela frutificou, seus frutos eram de negro azeviche, envoltos de um arilo branco com duas cápsulas de cor vermelho-vivas, que os índios diziam ser "os olhos do príncipe". Era o Guaraná (do tupi wara’ná).

Outra lenda diz que existiam três irmãos: Okumáató, Ikuamã e Onhiamuaçabê, que era mulher solteira e cobiçada por todos os animais da floresta, causando ciúmes aos irmãos que a queriam sempre como companhia, por causa dos conhecimentos que possuía sobre plantas medicinais. Certo dia, uma cobra ficou à espreita no caminho da índia e a tocou levemente em uma das pernas, engravidando-a. Mais tarde, nasceu um curumim bonito e forte. Na idade de entender as coisas, o curumim ouviu da mãe que, ao senti-lo no ventre, plantara para ele uma castanheira no Noçoquém (lugar sagrado onde ficavam todos os animais e plantas úteis), mas que seus irmãos tomaram o terreno e a expulsaram por causa da gravidez. O curumim, então, decidiu comer as castanhas, mas o lugar estava sob a guarda da cutia, da arara e do periquito - que avisaram aos irmãos. No dia seguinte, quando o pequeno curumim voltou, seus tios o esperavam para matá-lo. Pressentindo a morte do filho, Onhiamuçabê correu para defendê-lo, mas o curumim já havia sido decapitado. Desesperada, sobre o cadáver da criança jurou dar continuidade à sua existência. Arrancou-lhe o olho esquerdo e o plantou na terra. O fruto desse olho não prestou: era o guaraná-rana (guaraná falso). Em seguida, arrancou-lhe o olho direito e deste nasceu o verdadeiro guaraná. E como o sentisse vivo ainda, exclamou: “tu, meu filho, serás a maior força da natureza; farás o bem a todos os homens e os curarás e livrarás das doenças”.