quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Viva!

sábado, 27 de dezembro de 2014

Astrologia vs. Astronomia

Excelente vídeo explicativo.

sábado, 25 de outubro de 2014

Quem disse que a Justiça é cega?

Vejam que interessante: no Palacio de la Justicia em Valparaíso, no Chile, a estátua de Têmis, deusa grega da justiça e imagem icônica, não está vendada e nem utiliza a balança para pesar, como se não só enxergasse tudo como se soubesse exatamente como resolvê-los.


Será que lá funciona assim mesmo?

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Ainda na expectativa da lenda

Sinceramente... pra falar do filme em si, acho melhor que vocês leiam as críticas do Hollywoodiano e do Omelete. O Hollywodiano deu nota 1 e o Omelete deu nota 3. Dou 2, então, porque minha opinião cinematográfica é um misto das duas.

Depois da insanidade que já fizeram este ano, Dwayne Johnson resolveu fazer o filme da sua vida: transformar Hércules num herói real. Por isso, como esse site é de mitologia, ficou por um triz fazer qualquer avaliação de Hércules (Hercules, 2014), que busca tirar qualquer vestígio mitológico da história.

Bom... se você é fã de mitologia, veja somente os primeiros minutos do filme. Tem algumas coisinhas aqui ou ali a se questionar, mas você verá as cobras a mando da vingativa Hera que o herói mata na infância. Verá o Javali de Erimanto, a Hidra de Lerna e o famoso Leão da Neméia. Durante o filme, serão citados os outros trabalhos e até Cérbero aparece. Mas entenda desde já: é tudo sugestão psicológica. Nesse filme, Hércules é um mercenário que – mesmo com sua força descomunal (divina ou não?) – tem uma equipe que o ajuda sorrateiramente a resolver os problemas (os créditos finais mostram como) e faz bastante propaganda sobre seus feitos "divinos".

Contente-se com isso...

Não tenho nenhuma referência dessa "realidade" do herói. Sei que o filme foi baseado na HQ The Tracian Wars, the Steve Moore, mas não sei ela foi embasada em alguma documentação histórica factível. De sua equipe, todos os personagens existem na história mitológica:
  • Autolicus (Rufus Sewell) foi um guerreiro e semideus, filho de Hermes;
  • Atalanta (Ingrid Bolso Berdal) foi uma poderosa caçadora, dita como a única mulher entre os Argonautas (by the way: perfeita para o papel de Mulher-Maravilha ou da amazona Ártemis que já tomou o lugar da super-heroína amazona dos quadrinhos);
  • Anfiarau (Ian McShane) não era exatamente um guerreiro, mas sim o adivinho abençoado pelos deuses.
  • Tideu (Aksel Hennie) não era um selvagem mudo, mas um guerreiro que participou de Guerra de Troia e chegou a ser um príncipe em Argos.
  • Iolaus (Reece Ritchie) realmente é sobrinho de Hércules e também o ajudou em alguns de seus famosos trabalhos, mas não como contador de histórias e sim como um esperto escudeiro.
Dos outros personagens, Lorde Cotys (John Hurt) pode ter sido inspirados nos dois reis homônimos da Trácia, assim como Rhesus (Tobias Santelmann) também foi um rei trácio (sem ligação com centauros...). Mas é Euristeu (Joseph Fiennes) o mais importante deles por ser o mandante dos Doze Trabalhos do herói. (SPOILER) Ele não foi o responsável pela morte da família de Hércules, mas inspirado por Hera, o obrigou a pagar por seus crimes.

Então, se você não quiser ver esse filme no cinema ou esperar passar na TV, veja o trailer abaixo que praticamente dá uma ideia no filme (tirando algumas cenas e efeitos que não aparecem).


Por que não fazem o filme mitológico num mundo onde hobbits são sucesso de bilheteria? Será que Doze Trabalhos são muitos para 2h de cinema e precisariam ser uma trilogia ou um filme para TV em várias partes? Será que não podem nem fazer a versão do Sítio do Pica-Pau Amarelo, de Monteiro Lobato, que me fez amar ainda mais a mitologia?

Minha expectativa por algo decente do herói me estimulou a finalmente escrever a postagem sobre ele neste blog. Aguardem.

domingo, 31 de agosto de 2014

Juro que vi!

“Essa história aconteceu numa noite de lua cheia. Uns diz que é superstição, coisa da roça, mas otros diz que não, que isso aconteceu. Quem teve lá me contou essa história assim. E disse: ‘Juro que vi!’“
É assim, como se estivéssemos ouvindo uma história à beira da fogueira, que começa o primeiro vídeo da série Juro que vi, sobre o Curupira. Ao todo são cinco curtas de animação, produzidos pela MultiRio – empresa de multimeios do Rio de Janeiro ligada à Secretaria Municipal de Educação – entre 2003 e 2009, que contam a história de personagens icônicos do folclore brasileiro. Além de retratar as lendas nacionais, os vídeos também mostram uma preocupação com toda a parte ambiental, de preservação da fauna e flora, além de questões relativas a cidadania.

O CURUPIRA


O BOTO


O SACI


O MATINTA PEREIRA


A IARA


Excelentes vídeos para a garotada!

sábado, 23 de agosto de 2014

Curupira

Ilustração de Rafamarc
O Curupira é uma entidade protetora das árvores e da caça, senhor dos animais que habitam a floresta. Antes das grandes tempestades percorre a floresta batendo nos troncos das árvores certificando-se de sua resistência e avisando aos animais para se abrigarem. Assemelha-se em suas atribuições à Diana dos romanos e à Ártemis dos gregos, protetoras dos bosques e da caça, inclusive fazendo parte do cortejo lunar ao lado do Saci, do Boitatá e do Uratau.

Seu nome vem do tupi curu, menino e pira, corpo: corpo de menino. É mais conhecido por esse nome na Amazônia, no Maranhão e no Sudeste do Brasil, exceto Espírito Santo. Entidades semelhantes são conhecidas como Caapora ou Caipora, no Nordeste do Brasil e Espírito Santo; Kilaino, no Mato Grosso; Maguare, na Venezuela; Selvaje, na Colômbia; Chudiachaque, no Peru; e Kaná, na Bolívia. Também guarda semelhanças com o mito eslavo do Leshy.

Gravura de Ernst Zeuner, 1963.
Entre os mitos indígenas, o Curupira é incontestavelmente o mais antigo, possivelmente legado pela população primitiva que habitou o Brasil no período pré-colombiano e que descendia dos invasores asiáticos, tendo passado dos Nauas aos Caraibas e destes aos Tupis e Guaranis. A mais antiga menção de seu nome foi feita pelo padre José de Anchieta, quando ele escreveu sobre os medos indígenas, em carta de 30 de maio de 1560:
"É coisa sabida e pela boca de todos corre que há certos demônios que os brasis chamam de Curupira, que acometem aos índios muitas vezes no mato, dão-lhe de açoites, machucam-nos e matam-nos. São testemunhas disto os nossos irmãos, que viram algumas vezes os mortos por eles. Por isso, costumam os índios deixar em certo caminho, que por ásperas brenhas vai ter ao interior das terras, no cume das mais alta montanha, quando por cá passam, penas de aves, abanadores, flechas e outras coisas semelhantes, como uma espécie de oblação, rogando fervorosamente aos Curupiras que não lhes façam mal."

Por ser um mito difundido pelo Brasil inteiro e por parte da América do Sul, suas características físicas variam bastante. Porém, é comumente representado como um moleque (ou um anão) de cabeleira ruiva (vermelha ou alaranjada), orelhas pontudas, dentes verdes, pés invertidos: dedos para trás e calcanhar para frente. Às vezes, sua pele também é descrita como esverdeada e seu cabelo como fogo. Em alguns casos, é calvo, em outros, tem um casco de jabuti. Em algumas regiões do Norte brasileiro, o Curupira não possui órgãos sexuais e possui dentes azulados.


O Curupira gosta de sentar na sombra das mangueiras para comer os frutos. Lá fica entretido ao deliciar cada manga. Mas se percebe que é observado, logo sai correndo, e numa velocidade tão grande que a visão humana não consegue acompanhar. Costuma encantar crianças pequenas para morar com ele nas matas. Após ensinar os segredos da floresta por sete anos, devolve os jovens para a família.

No entanto, não tem um gênio bom e é também chamado de espírito da mentira. Seus pés virados deixam rastros falsos no chão, iludindo viajantes e caçadores. Também os confunde com assobios e sinais falsos até eles se perderem. Persegue, tortura e pode até matar os caçadores que atiram em animais sem necessidade ou animais em procriação e amamentação. Quando não morrem, ficam abobalhados para sempre. Lenhadores que derrubam árvores de forma predatória também são alvos de suas travessuras.

Pode, contudo, ter contatos amistosos com alguns caçadores, dando-lhes armas e transmitindo certos segredos que, quando revelados, são fatalmente punidos. Isto é feito em troca de comida ou presentes, como fumo e pinga, porque, na verdade, era bem fácil distrai-lo. Para conseguir fugir dele é só fazer um novelo de cipó bem emaranhado e esconder a ponta de forma que o Curupira não a consiga achar. Por ser muito curioso, o Curupira se esquece de seu alvo e fica tentando desemaranhar o novelo.

NUNCA ESQUEÇA UMA CONDIÇÃO...
Uma história conta que o Curupira resolveu comer o coração de um índio que havia matado um macaco. O esperto caçador entregou ao Curupira um pedaço do coração do macaco, que provou, gostou e quis comer tudo! Pensando em se safar o caçador disse que só daria tudo se o Curupira desse um pedaço de seu coração para ele. Como a entidade acreditara que tinha comido o coração do caçador, pegou uma faca, enterrou em seu peito e tombou sem vida.

O caçador disparou, então, pela floresta e prometeu a si mesmo nunca mais voltar. Durante um ano, o índio não quis saber de entrar na mata, dizendo que estava doente quando lhe perguntavam por que não saía mais da aldeia. Até que sua vaidosa filha pediu o mais diferente colar já visto e o índio pensou que os dentes do Curupira dariam uma bela joia. Partiu para a floresta e encontrou o esqueleto do gênio encoberto por mato no mesmo lugar onde havia morrido com os dentes verdes brilhando como esmeraldas. Começou, então, a bater com ele no tronco de uma árvore, para que se despedaçasse e soltasse os dentes. Imaginem a sua surpresa quando, de repente, o Curupira voltou à vida! Exatamente como antes, como se nada tivesse acontecido! Por sorte do índio, o Curupira acreditou que o caçador o ressuscitara de propósito e lhe deu um arco e flecha mágicos que nunca errava o alvo. Porém, tinha uma condição: jamais alvejasse uma ave ou animal que estivesse em bando, pois ele seria atacado e despedaçado.

Mesmo sem o colar, o índio voltou à tribo se sentindo poderoso. Nunca mais faltou caça para a tribo. Por onde passava, era olhado com respeito e admiração. Até que o orgulho o fez esquecer da única condição dada pelo Curupira e o índio flechou um pássaro voando em bando. Imediatamente foi atacado pelo bando enlouquecido e estraçalhado pelos pássaros. Com pena daquele que o ressuscitara, o Curupira arranjou cera derretida e colou os pedaços do caçador, devolvendo-lhe a vida. O gênio avisou que essa seria a única vez que ele poderia ajudá-lo e ele nunca mais poderia beber ou comer coisas quentes para não derreter a vela. Feliz e agradecido voltou para a aldeia sem nada dizer e levou uma vida normal durante muito tempo. Até o dia em que sua mulher preparou uma comida tão apetitosa, que ele não aguento esperar esfriar e acabou derretendo por inteiro.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Mês do folclore

Selos comemorativos emitidos em 2011. Tem Curupira,
Mãe-do-Ouro, o Boto e a Mula-sem-Cabeça.
Todos os povos possuem suas tradições, crenças e superstições, que se transmitem de geração em geração através de lendas, contos, provérbios, canções, danças, artesanato, jogos, religiosidade, brincadeiras infantis, idiomas e dialetos característicos, adivinhações, festas e outras atividades culturais que nasceram e se desenvolveram com o povo. A Unesco declara que folclore é sinônimo de cultura popular e representa a identidade social de uma comunidade através de suas criações culturais, coletivas ou individuais, que precisa ser bem administrada como herança cultural.

E agosto é dito como o mês do Folclore, sendo dia 22 seu dia comemorativo. Então, veja AQUI um pouco mais sobre a mitologia do nosso país, que faz parte de nosso folclore. Tem a Iara, tem Jaci e o nosso famoso Saci, além de muitos outros.

A Folha de São Paulo já publicou matérias sobre o assunto com vários outros personagens que disponibilizei AQUI e AQUI. Maurício de Souza também andou fazendo uma publicação sobre o folclore nacional que mostrei AQUI e talvez ainda seja encontrada em bancas.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Favorite icon

É bobagenzinha, mas também é aquele detalhe que faz a diferença: agora esse blog possui um favorite icon (favicon)! Pra quem não sabe o que é: são pequenas imagens que ficam guardados em um site e ajudam um usuário comum a identificar uma página quando ela está exibida em uma lista ou em uma barra de abas, como, por exemplo, imagens simplificadas da marca que representam. É só dar uma olhadinha aí em cima!


Se você adicionar esse blog como favorito, também vai aparecer o favicon na sua lista! Bacana, não? Adiciona logo!

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Hipnos e a corte dos sonhos

Hipnos é a personificação do sono e da sonolência na mitologia grega. Segundo a Teogonia de Hesíodo, era filho de Nyx, sem pai; segundo o pseudo-Higino, era filho de Nyx com Érebo.

Noite e Sono, tela de Evelyn de Morgan (1878)

Nos poemas homéricos, Hipnos habita a ilha de Lemnos, mas Virgílio o deslocou para os Infernos e Ovídio para o país dos Cimérios, às bordas do reino dos mortos. Nesta concepção, residia em um palácio construído em uma remota caverna próxima ao Rio Lete (esquecimento) no Érebo, a terra da escuridão eterna, além dos portões do sol nascente. Lá vivia com seu irmão gêmeo Thanatos (a morte). Por ser irmão da morte e viver no reino de Hades, Hipnos estava também ligado ao coma (kõma é "sono profundo" em grego) e vícios profundos.

Sono e Morte, tela de John William Waterhouse (1874)

Às vezes mostrado adormecido em um leito de penas com cortinas negras à volta, seus atributos incluíam um chifre contendo ópio, um talo de papoula e outras plantas hipnóticas, um ramo gotejando água do rio Lete e uma tocha invertida. Costumava ser visto trajando peças douradas enquanto seu irmão gêmeo normalmente usava tons prateados. Também foi retratado como um jovem nu dotado de asas nas têmporas, tocando flauta com a qual adormecia os homens, com um rastro de névoa por onde passava. Em alguns casos, era um senhor com asas nas costas e se vestia como sua mãe, com um robe negro incrustado de estrelas e uma coroa de papoulas. Somnus (ou Sopor) é sua contraparte romana.

Hipnos está envolvido em alguns mitos gregos:
  • Endimião, sentenciado por Zeus ao sono eterno, recebeu de Hipnos o dom de dormir com os olhos abertos para poder ver constantemente sua amada Selene, deusa da lua. Em outra versão dessa história, assombrado pela beleza de Endimião, Hipnos o fez dormir de olhos abertos para poder admirar constantemente seu rosto.
  • Já precisou adormecer Zeus em duas ocasiões a pedido de Hera: certa vez para causar problemas a Hércules e, em outra, para ajudar os aqueus na Guerra de Troia. O grande deus ficou furioso e ameaçou jogá-lo ao mar. Hipnos se transformou em um besouro (ou num marimbondo) para fugir, mas, com receio de enfurecer Nyx, Zeus conteve sua fúria.

De Hipnos provem a hipnose, um estado alterado e temporário de atenção, que pode ser induzido, possibilitando fenômenos espontâneos como em resposta a estímulos verbais ou de outra natureza, como toques ou sons. Durante muito tempo se confundia a hipnose com o sono, devido ao relaxamento físico enquanto a pessoa está em transe.

Para Hesíodo e o pseudo-Higino, Hipnos também é irmão dos Oniros (ou Oneiroi), os Mil Sonhos, enquanto para Ovídio, ele é o seu pai com a graça bastarda Pasítea (deusa da alucinação, da meditação e do relaxamento, prometida a ele por Hera, mãe da graça com Dioniso). Toda noite Hipnos se erguia no cortejo de sua mãe Nyx, tendo Aergia (deusa da indolência e da preguiça) na sua frente e os oniros voando como morcegos através de dois portais: do feito de chifre, saíam os sonhos proféticos enviados pelos deuses; do feito de marfim, saíam os sonhos falsos e sem sentido, além dos pesadelos (melas oneiros, "sonho negro").

Morfeu, Fântaso e Íris,
tela de Pierre-Narcisse Guérin (1810)
Morfeu era o líder dos Oniros, também chamado de deus dos sonhos, porque dava forma a eles e os indicava o caminho. Às vezes, adotava uma aparência humana especialmente igual aos entes queridos, permitindo aos mortais fugir por um momento do olhar dos deuses. Era o principal serviçal de Hipnos, impedindo que ruídos o acordassem. Dormia em uma cama de ébano, rodeado de flores de dormideira, que continha alcaloides de efeitos sedantes e narcóticos. Era representado com asas, voava rápido e silenciosamente, lhe permitindo chegar em qualquer lugar e a qualquer momento. Inadvertidamente, Morfeu revelou segredos aos mortais através de seus sonhos, e por isso foi fulminado por Zeus. Do seu nome procede o nome da droga morfina, por suas propriedades que induz à sonolência e tem efeitos análogos ao sonho.

De todos os oniros, três eram responsáveis por distribuir os sonhos a quem dormia: Icelos (sonhos humanos e plausíveis), Fântaso (sonhos simbólicos e objetos inanimados) e Fobetor ("O Temível", responsável por medos noturnos, pesadelos e animais). A única mulher, Fantasia, distribuía os sonhos e devaneios aos acordados ou à beira da morte.

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Desvendando PJ: Livro 2 - Capítulos 16 a 20

Chegamos a parte final e não dá pra colocar "Livro X Filme" porque os caminhos são diferentes, mesmo acabando de forma igual.

NO LIVRO
Percy e Tyson enfrentam juntos Polifemo. Nossos heróis fogem no navio controlado por Percy, mas Polifemo consegue afundá-lo. Eles são salvos pelos hipocampos, que os levam para Miami. Lá são cercados por Luke e seus comparsas. Enquanto Clarisse leva o velocino para o acampamento, Percy engana o vilão fazendo-o contar todos os seus planos de libertação de Cronos quando ele tinha feito uma mensagem de Íris para o acampamento. Luke, então, ataca Percy, que acaba salvo por Quíron e seus amigos centauros. Vale lembrar que Quíron tinha sido demitido do acampamento e estava em férias com seus primos. De volta ao acampamento, Clarisse é considerada a heroína, mas dá o devido valor a Percy. Tyson não fica no acampamento: vai fazer um estágio nas forjas de Hefesto. O velocino cura a árvore e recupera a barreira protetora do acampamento. Durante um novo campeonato de bigas – que Percy vence – Thalia volta à vida.

NO FILME
Como Luke cercou os heróis e "matou" Tyson na saída da caverna de Polifemo, ele ficou com o velocino. Num descampado, ele utiliza o velocino no caixão de Cronos e o titã volta à vida. Os heróis que estavam presos conseguem escapar com ajuda de Tyson (que "volta" dos mortos) e enfrentam Luke e os outros alunos. Apenas Contracorrente, a espada de bronze celestial de Percy, consegue ferir Cronos e – é claro – que ele consegue devolver o titã para o caixão. O tal monstro-manticora "mata" Annabeth, que volta com uma ajudinha do velocino. Luke acaba nas mãos de Polifemo, enquanto nossos heróis voltam para o acampamento e a história segue como o livro: sem as bigas, mas com Clarisse como a heroína e o velocino restaurando a barreira protetora e a vida de Thalia.

SOBRE MITOLOGIA...
Odisseia, Velocino e Titanomaquia: a gente se vê por aqui! (um dia...)

***

Assim acaba esse novo "Desvendando" que ficou super confuso porque os filmes seguiram caminhos bem diferentes para chegar do ponto A ao ponto B. Releiam aqui as partes I, II e III antes dessa.

O filme deixou o gancho de Thalia para uma sequência, mas não tenho ouvido nada sobre esse assunto. Até acredito que não vá ocorrer porque os atores estão ficando mais velhos e mais desinteressados nessa franquia cinematográfica. Mesmo assim, as aventuras de Percy Jackson continuam fazendo sucesso: o último livro da segunda saga está pra sair ("Sangue do Olimpo") e um musical está sendo ensaiado!

sábado, 14 de junho de 2014

Desvendando PJ: Livro 2 - Capítulos 11 a 15

Ainda tô tentando... já foi metade, falta a outra metade. (Primeira Parte / Segunda Parte). Vamos lá...

LIVRO vs. FILME
  • Nossos heróis começam aqui a enfrentar os desafios do Mar de Monstros: Caríbdis, o redemoinho (que no filme tem dentes e no livro usa aparelho), Scila, a ninfa monstruosa (que no livro parece uma hidra e no filme não aparece) e sereias (excluídas no filme). Após passar por eles chegam a Circelândia, onde precisam enfrentar a bruxa Circe e Percy chega ser transformado em um hamster! Isso foi totalmente cortado no filme, pois eles são engolidos pelo redemoinho, encontram o navio de Clarisse e fogem dando uma gastrite explosiva nele. Depois eles chegam à ilha de Polifemo, que parece um parque de diversões.
  • No livro, chegar na caverna de Polifemo, relembra bem a história de Ulisses, que entra na caverna escondido nos carneiros e usa a tática do "ninguém". O filme é bem direto, sem carneiros e com o retorno de Grover à trama.
  • No livro, Tyson é dado como morto depois que o navio de Clarisse explode. Por ser protegido do fogo e filho de Poseidon, Tyson sobrevive e reaparece para salvar os heróis de Polifemo. No filme, o navio não explode e Tyson é dado como morto depois de enfrentar Polifemo e levar uma flechada dos capangas de Luke. Como ele caiu de um precipício dentro da água, se curou e sobreviveu.
NA MITOLOGIA...
  • Essa história traz uma releitura da Odisseia inserindo a busca de Jasão pelo Velocino de ouro. Caribdis, Scila, Circe, sereias, Polifemo e seus carneiros fazem parte da tentativa de Ulisses retornar pra casa após a Guerra de Troia. Talvez tenham sido os carneiros que fizeram o elo de ligação com o velocino, mas não existiam os "carneiros-piranhas" descritos no livro.
Tá chegando o fim dessa salada... oops... saga!

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Desvendando PJ: Livro 2 - Capítulos 6 a 10

Continuando sem corrida de bigas fica difícil, mas vamos lá... Sugiro ler o post anterior para entender melhor.

LIVRO vs. FILME
  • No livro, Grover não participa de grande parte da aventura porque desde o início está preso na ilha de Polifemo. O elo empático de Percy com Grover é constante no livro, com o jovem herói ciente do problema de seu guardião sátiro. No filme, Grover começa a aventura ao lado dos jovens semideuses. Ele só se separa do grupo quando é sequestrado por Luke para ser a bússola até o Velocino.
  • Como não tem corrida de bigas no filme (acho que foi substituída por um brinquedo idiota), toda a parte que Percy treina equitação em Pégaso e depois enfrenta os Pássaros da Estinfália é suprimida.
  • O filme pula logo para a parte que Clarisse (e um sátiro desconhecido) é escolhida para ser a responsável pela missão. No livro, ela é escolhida por Tântalo (o novo diretor que não está no filme, que usa Dioniso) de propósito, só para contrariar Percy. Fala-se muito sobre Jasão, os Argonautas e o Triângulo das Bermudas.
  • Nesse filme aparece pela primeira vez o Oráculo com a profecia dos dezesseis anos, que insere a presença de Cronos (já se sabia dele desde o primeiro livro).
  • Após o Oráculo, Percy, Annabeth, Grover e Tyson decidem fugir em missão para o filme ter sentido. Eles usam o táxi das Irmãs Cinzentas, Grover é sequestrado e os heróis entram em um correio local para encontrar Hermes, o mensageiro dos deuses, como dono da UPS. Dentro do correio, Hermes fica sabendo de tudo que Luke fez no primeiro filme e dá alguns suprimentos aos heróis. Como o livro gira de outra forma, vou tentar localizar esses acontecimentos: o Oráculo não aparece, mas a profecia é dita a seguir; o táxi é usado para chegar ao acampamento logo no início; sobre Grover já expliquei lá em cima; e Hermes aparece para Percy no acampamento logo depois da corrida de bigas, dá s suprimentos e sugere que ele fuja do acampamento para resolver a situação.
  • O belo hipocampo que aparece no filme para levá-los ao navio de Luke é multiplicado por três do livro! Arco-Íris é o nome que Tyson dá para o seu "cavalinho".
  • É no navio cheio de monstros (lestrigões, dracaenaes, Agrios e Oreios) descrito pelo livro que Percy fica sabendo da profecia dos dezesseis anos. Luke conta, mostra o caixão de Cronos e revela seus planos de trazê-lo de volta à vida com o Velocino. Tirando o fato de só ter um monstrinho (não identificado... uma manticora?) no filme, essa parte está bem próxima ao livro. Inclusive o fato dos heróis escaparem por conta dos poderes ampliados de Percy, que aos poucos vai aprendendo ainda mais sobre eles.
  • Os ventos usados como motores do bote aparecem em ambas as mídias.
  • Ao chegar em terra, o livro diz que Percy, Annabeth e Tyson ainda enfrentam uma hidra. O filme prefere levá-los direto para o Triângulo das Bermudas.

SOBRE MITOLOGIA...
  • Em ambas as mídias fala-se de uma atração natural dos sátiros pelo Velocino da qual eu nunca ouvi falar. Talvez por sátiros serem caprinos (bodes) e o velocino ser ovino (lã de ovelha)...
  • Sobre Jasão, os Argonautas e o próprio Velocino, vou deixar pra falar em uma postagem maior.
  • Os Pássaros da Estinfália são os mesmo derrotados por Hércules e estão bem descritos no livro. As dracaenaes também. Pena que não apareceram no filme. O livro ainda cita Éris, Esculápio e Prometeu.
  • Quando vai consultar o Oráculo, Percy descobre uma versão totalmente errada da Titanomaquia, a Batalha dos Titãs, onde Zeus, Poseidon e Hades sobrevivem ao canibalismo de seu pai Cronos e o derrotam. Não foi bem assim: Poseidon e Hades são engolidos e somente Zeus escapa através de uma artimanha de sua mãe Réa.
  • Os irmãos gêmeos Agrios e Oreios não são misturas de homem com urso, só porque Afrodite enfeitiçou a mãe deles para que se apaixonasse por um animal.

Vou te dizer que está bem complicado de cruzar as mídias. É como se duas pessoas estivessem contando a mesma história, cada um da forma que acha melhor (e não deixa de ser isso mesmo!).

terça-feira, 13 de maio de 2014

Desvendando PJ: Livro 2 - Capítulos 1 a 5

Olha... vai ser um pouco mais complicado do que eu imaginava: o filme e o livro são bem distintos. Os personagens principais estão lá... a temática está lá... mas o desenrolar da história é bem diferente. Até mesmo na velocidade das ações, já que o filme parece se desenrolar em pouquíssimos dias, o livro gira em torno de quase um mês (ou mais). Mas vamos lá... tentarei reduzir ao máximo os spoilers (mesmo achando impossível fazer isso). Espero que vocês tenham lido o livro e visto o filme.
E foi assim que eu comecei a desvendar o Ladrão de Raios... e será assim com o Mar de Monstros. Nem sei se terei como fazer a cada três capítulos porque temos alguns fatores a considerar:
  1. O primeiro filme ignora toda história de Cronos que é o cerne de toda saga nos livros. No novo filme inseriram Cronos e finalizaram o filme com uma ponta para o terceiro.
  2. Dessa vez, não preciso inserir tantas descrições de personagens, porque já o fiz anteriormente.
É válido lembrar o seguinte: esse livro se baseia em duas grandes aventuras da mitologia grega: a Odisseia (poema épico de Homero que conta a viagem cheia de perigos marítimos de Ulisses de volta para casa após a Guerra de Troia) e os Argonautas (a saga de Jasão em busca do Velocino de Ouro).

LIVRO vs. FILME
  • O livro começa com Percy em casa, com mãe fazendo comida azul e mais problemas na escola, como um jogo de queimadas contra Lestrigões. Percy recebe ajuda de Annabeth que usa um boné de invisibilidade e Tyson surge nesse momento. O filme começa revelando já de cara a história da chegada de Luke, Thalia e Annabeth no acampamento... e como Thalia virou a árvore que protege o acampamento. Depois vem uma disputa entre os alunos só pra introduzir Clarisse, a filha de Ares. Tyson entra no acampamento porque Poseidon o manda pra lá (essa história é um motion comic nos extras do filme). E nada de Lestrigões no filme.
  • O táxi das Irmãs Cinzentas (a Carruagem da Danação) aparece no livro para levar Percy, Annabeth e Tyson para o acampamento depois da batalha com os Lestrigões. O veículo surge do asfalto depois que Annabeth joga um dracma no chão. No filme, o táxi aparece para ajudar Percy, Annabeth, Tyson e Grover para fora do acampamento, depois que a garota assobia... isso já muda o ritmo da história. As coordenadas são realmente dadas pelas velhas em ambos as situações. Elas tem um olho e um dente no livro, mas no filme só disputam o olho.
  • No livro, são dois touros de Colchis que invadem o acampamento: um é derrotado por Clarisse e o outro por Tyson que, ao ser atacado pelo fogo do animal de bronze, revela-se a todos como um ciclope. No filme, apenas um touro ataca. Todos já sabem que Tyson é um ciclope, mas ele surpreende por sua força e por nascer queimado. Quem derrota o touro é Percy.
  • Os touros entraram porque a árvore de Thalia foi envenenada e a proteção do acampamento enfraqueceu. Quíron é despedido no livro e Dioniso afastado do cargo de diretor, sendo ambos substituídos por Tântalo, que institui corridas de biga entre os alunos. Nada de Tântalo ou bigas no cinema. Ah... e nem Quíron nem Dioniso saem do filme. A maldição de Tântalo sobrou pra Dioniso.

SOBRE MITOLOGIA...
  • Lestrigões são realmente gigantes canibais. Eles estão presentes na Odisseia.
  • É estranho quando Dionísio e Quíron aparentam não saber que Tyson é filho de Poseidon, quando isso é óbvio: Cíclopes SÃO filhos do deus do mar com uma ninfa. E sua resistência ao fogo também é fato, uma vez que são responsáveis pelas forjas vulcânicas de Hefesto. Mas nunca ouvi falar em telepatia marinha para esses seres mitológicos.
  • A maldição de Tântalo é jamais saciar sua fome ou sede. Por isso que Dioniso não consegue beber seus vinhos no filme.
  • As Irmãs Cinzentas são as Greias da saga de Perseu. Elas realmente dividem um olho e um dente. Seus nomes são Dino, Ênio e Péfredo (e não Ira, Vespa e Tempestade).
  • Os touros de Colchis são os dois touros da Cólquida que fazem parte da busca de Jasão pelo Velocino de Ouro. Na Cólquida, Jasão precisava cumprir a seguinte tarefa: lavrar um campo com dois touros monstruosos e indomados, de cascos de bronze e que expeliam fogo pelas narinas, oferecidos por Hefesto, e, em seguida, semear o campo lavrado com dentes de um dragão!

Esses são os primeiros (confusos) cinco capítulos. Juntar Perseu, Jasão, Ulisses e a Titanomaquia numa história adolescente é brabo! Com o tempo, todos esse mitos serão abordados por aqui.

sábado, 10 de maio de 2014

Desvendando Percy Jackson e o Mar de Monstros...

Vi o filme Percy Jackson e o Mar de Monstros (Percy Jackson: Sea of Monsters, 2013) quando saiu, mas não tive tempo de escrever meus comentários. Então, aproveitei pra reler o livro para poder fazer mais um "desvendando" por aqui com o cruzamento entre as informações mitológicas dadas.

Sempre é importante lembrar que um filme vindo de um livro é um roteiro adaptado, ou seja,nunca será exatamente o que foi escrito. Fora isso, por ser uma sequência, além de adaptar o que Rick Riordan escreveu, os roteiristas tinham que pensar a partir do universo criado no primeiro filme.

Farei como antes: colocarei por grupos de capítulos e aprenderemos um pouco mais sobre a mitologia grega. Veja o primeiro, do Ladrõa de Raios, aqui.

sábado, 26 de abril de 2014

Reza


Deus me proteja da sua inveja / Deus me defenda da sua macumba / Deus me salve da sua praga / Deus me ajude da sua raiva / Deus me imunize do seu veneno / Deus me poupe do seu fim (2x)
Deus me proteja da sua inveja / Deus me defenda da sua macumba / Deus me salve da sua praga / Deus me ajude da sua raiva / Deus me imunize do seu veneno / Deus me poupe do seu fim
Deus me acompanhe / Deus me ampare / Deus me levante / Deus me dê força / Deus me perdoe por querer / Que Deus me livre e guarde de você (2x)
Deus me perdoe por querer / Que Deus me livre e guarde de você...
Mantra diário...

sábado, 19 de abril de 2014

Dia do Índio

Índia Kayapó
Não podemos esquecer desse dia que comemora àqueles que são a essência do nosso país: os Índios Brasileiros.

Em 1940, várias lideranças indígenas do continente resolveram participar do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado no México, onde marcaram o 19 de abril como Dia do Índio Americano. Os índios haviam boicotado os dias iniciais do evento, temendo que suas reivindicações não fossem ouvidas pelos "homens brancos". Durante este congresso foi criado o Instituto Indigenista Interamericano, também sediado no México, que tem como função zelar pelos direitos dos indígenas em toda a América. O Brasil não aderiu imediatamente ao instituto, mas, após a intervenção do Marechal Rondon, o presidente Getúlio Vargas instituiu o Dia do Índio no dia 19 de abril através do decreto-lei 5540 de 1943.

Aproveitem o feriadão para conhecer o Museu do Índio no Rio de Janeiro e para dar uma passeada aqui no blog para saber mais sobre nossa cultura na lupa de Mitologia Brasileira (aí do lado) ou vá direto em alguns pontos dedicados à mitologia indígena brasileira, como o protetor Anhangá, as lendas do Guaraná, nossa sereia Iara e a lua Jaci. Você também pode conhecer mais sobre o famoso ritual Quarup.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Já que estamos na Páscoa...

Vamos relembrar o que já falei por aqui sobre o assunto:
  • Você sabe da onde veio essa história de Ovo de Páscoa? DAQUI!
  • E você sabia que isso tem a ver com uma deusa babilônica? Não? VEJA SÓ!
  • Até mesmo nossos índios brasileiros fazem um ritual famoso com algumas semelhanças, sabia?
  • Sem contar o Carnaval, que tem tudo a ver com a Páscoa... certo?
  • E o que um Coelho tem a ver com isso tudo afinal??? Leia AQUI.
  • O Coelhinho da Páscoa já virou guerreiro protetor das crianças em uma animação. Se não sabia, clique AQUI.
  • Mas você sabe o que é mais importante na Páscoa, né? CHOCOLATE!!!

terça-feira, 15 de abril de 2014

Lua de Sangue

Lua Azul... Super Lua... e agora Lua Vermelha? Isso mesmo! O fenômeno conhecido como Lua de Sangue é originário de um eclipse total da Lua com coloração avermelhada que aconteceu de ontem pra hoje. Ele é o primeiro de quatro eclipses totais que vão acontecer em sequência - conhecido como Tétrade - e que terão seu ciclo encerrado em 28 de setembro de 2015 (ou outros eclipses serão em 8 de outubro de 2014 e 4 de abril de 2015).

Esse fenômeno esteve ligado a diversos tipos de crenças ao longo da história. Na Bolívia, por exemplo, acreditava-se que cachorros corriam atrás do Sol e da Lua e mordiam-nos: era o sangue da Lua que a deixava avermelhada. A população gritava e gemia para espantar os cães.

Em um versículo bíblico do profeta Joel do Antigo Testamento diz que “o Sol se converterá em trevas, e a Lua em sangue, antes que venha o grande e temível dia do Senhor”. Em Apocalipse (6:12-14) temos o seguinte:
Vi quando o Cordeiro abriu o sexto selo e sobreveio um grande terremoto. O Sol se tornou negro como saco de crina, a lua toda como sangue, as estrelas do céu caíram pela terra como a figueira quando abalada pelo vento forte, deixa cair seus figos verdes. O céu recolheu-se como um pergaminho, quando se enrola. Então todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar.
No entanto, só neste século serão oito tétrades! Ontem foi apenas o início da segunda tétrade do século! A primeira foi no biênio 2003-2004 e a próxima será em 2032-2033. Porém, para os judeus, essa tétrade é a mais importante pois os eclipses - tanto em 2014 quanto em 2015 - se alinham perfeitamente com o Pessach (Páscoa) e o Sucot (Festa dos Tabernáculos).

Do ponto de vista científico, a tétrade é um fenômeno perfeitamente explicado e previsível: a cor avermelhada ocorre porque os raios de Sol que iluminam a Lua nesta ocasião são filtrados pela atmosfera da Terra e chegam a ele com menos luz azul e com tons mais vermelhos.


Para completar, ontem, acima e ao lado direito, seria possível ver Marte (o planeta vermelho) e a brilhante estrela Espiga (a estrela mais brilhante da Constelação de Virgem). Pena que o tempo fechou no Rio de Janeiro...

domingo, 30 de março de 2014

Samba do grego doido 2 - A missão

O 2 do título dessa postagem vem daqui por causa desse meu último comentário:
É uma liberdade poética tão grande que fiquei me perguntando: por que não usar os mitos corretamente - que já são deveras interessantes e cheios de reviravoltas - ao invés dessas adaptações livres e sem sentido?
Pois é... nem tenho muito o que dizer de Hércules (The legend of Hercules, 2014), uma mistura de Sansão (10%), o próprio herói grego (20%) e Maximus, o Gladiador de Russell Crowe (Gladiator, 2000). Aliás... depois dos discursos motivadores pré-combates de Coração Valente (Braveheart, 1995), TODO FILME TEM QUE TER? Muitas vezes são desnecessários, maçantes e previsíveis!


Bom... o filme coloca Hércules contra seu pai Anfitrião, um déspota violento (veja a incoerência do nome do vilão com o significado do nome!). O semideus se apaixona pela jovem Hebe de outra cidade (e não a deusa) que Anfitrião quer conquistar. Para evitar mais guerra, a jovem é dada em casamento para o irmão de Hércules, o jovem inseguro e mau caráter chamado Íficles. Só que é preciso tirar o herói de cena: em uma emboscada, ele acaba vendido como escravo de lutas em arenas! Oi?

Já falei até demais do filme. Mitologicamente é péssimo! Como filme é péssimo! Perde momentos e insere boçalidades, como, por exemplo, guerreiros egípcios com armaduras de Anúbis ou um chicote de relâmpagos abençoado por Zeus! Tive vergonha do Leão da Neméia que apareceu e da falta de uso de sua pele. Vem um novo filme sobre o herói que tem alguns dos trabalhos no trailer. Espero realmente que seja melhor e que acabe abrindo os olhos de Hollywood para a beleza e a força da mitologia em si.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Centauro

Na mitologia grega, o centauro é uma criatura com cabeça, braços e dorso de um ser humano e com corpo e pernas de cavalo. Às vezes, têm também as orelhas compridas e pontudas e os narizes chatos característicos dos sátiros.


De acordo com o imaginário mítico dos gregos antigos, a parte inferior dos centauros (cavalo) era a responsável pela força física, brutalidade e impulsos sexuais. Já a parte humana era mais racional, com capacidade de analisar e refletir. Portanto, eram seres que representavam conflitos típicos dos seres humanos: razão, emoção e violência. Frequentemente eram descritos como bebedores contumazes e indisciplinados, delinqüentes sem cultura e propensos à violência quando bêbados. Alguns eram vistos em companhia de Dioniso.

A origem dessa criatura mítica é cercada de ramificações, porém a maioria coloca o criminoso Íxion como ancestral. Pode se fazer referência a eles poeticamente como Ixiônidas. Conta-se que Íxion tentou cortejar a deusa Hera. Zeus criou uma nuvem (Nefele, em grego) com o formato da deusa, conferiu-lhe a existência e se distraiu vendo seu rival desonrar a falsa Hera. Dessa relação foi concebido Kentauros, que depois daria origem a uma descendência a partir do cruzamentos com éguas.

Destes seres, apenas os centauros Quíron e Folo fogem ao estereótipo colérico de seus semelhantes. O primeiro foi fruto da união entre o titã Cronos e a náiade Filira; e o segundo provinha do relacionamento entre Sileno e a ninfa Melos. Portanto, nenhum dos dois era descendente de Íxion, resguardando-se assim de sua truculência.

Cena da batalha entre os Lápitas e os centauros
esculpida no friso do Parthenon, Atenas (Grécia).
Os centauros são muito conhecidos pela luta que tiveram com os Lápitas, provocada pelo intento ébrio do centauro Euration de raptar e violentar a princesa Hipodâmia no dia da sua boda com o Rei Pirítoo. O herói Teseu, que estava presente, ajudou o rei a equilibrar o combate. Os centauros foram expulsos, então, das florestas da Tessália onde moravam e foram habitar o Épiro. Essa história - conhecida por centauromaquia - é uma metáfora do conflito entre os baixos instintos e o comportamento civilizado na humanidade.

Diz-se que o herói Hércules é o responsável pelo extermínio de toda a raça, até mesmo seu mestre Quíron e seu grande amigo Folo. Foi numa visita a Folo que tudo aconteceu. Ao receber a visita do herói, o centauro decidiu abrir uma garrafa de vinho para comemorar. Outros centauros, atraídos pelo aroma da bebida, invadiram a casa onde eles se encontravam e foram alvejados pelo guerreiro que, em sua ânsia de vencê-los, acertou acidentalmente Folo. Quíron também sofreu um ferimento incurável e sacrificou sua imortalidade pela humanidade.

Por ironia do destino (ou divina), Hércules foi morto por uma armadilha de Nesso, o último centauro. Algumas tradições culturais que contam a ascensão do herói ao Olimpo e de seu casamento com a deusa Hebe, dizem que essa união foi uma tentativa de Hera fazer as pazes com o herói e sua filha, que também é dita como mãe dos centauros com Apolo.

Hércules e Nesso, estátua em mármore de Giambologna (1599), Florença

A mitologia também menciona uma tribo de centauros com chifres de touro, nativa da ilha de Chipre. Haviam nascido de Gaia, quando ela foi acidentalmente engravidada por Zeus em sua tentativa fracassada de seduzir Afrodite quando ela acabava de emergir do mar. Os centauros cipriotas eram, provavelmente, espíritos da fertilidade locais, do cortejo de Afrodite, ou sacerdotes da deusa que usavam chifres de boi (cerastas).

Em grego, a palavra centauro significa "picador de touros" e pode ter sua origem nos vaqueiros da Tessália que andavam sempre a cavalo organizando as boiadas. Isto teria intrigado os viajantes que passavam pela região e acreditavam que os homens montados em seus cavalos e pareciam ser um só ser. Em tempos recentes, os centauros propriamente ditos, com corpo de cavalo, são chamados de hipocentauros para distingui-los de seres com corpo de asno (onocentauros), de pégaso (pterocentauros), de boi (bucentauros), de leão (leontocentauros) ou de cavalo marinho (ictiocentauros) citados por bestiários medievais e outros seres centauróides inventados pela literatura de fantasia.

Centáurides coroam Afrodite, mosaico romano.
Ainda que não apareçam nos mitos mais antigos, as centáurides (centauros fêmeas) são também mencionadas na arte e literatura da Antiguidade. Ovídio conta a história de uma centáuride chamada Hilônome que se suicida quando seu amante Cilaro é morto na guerra contra os lápitas.

O décimo signo do zodíaco é Sagitário, representado por um centauro arqueiro. São duas as possibilidades de lenda:

  • Por seus serviços e sacrifício, Quíron teria sido alçado às estrelas como a constelação de Sagitário.
  • Crotos era filho de Eufeme, a babá das musas no Monte Hélicon. Diz-se que inventou o arco e foi o primeiro a usar flechas para a caça. Sempre impressionado com o talento das musas, Crotos não sabia expressar seu contentamento com palavras após as apresentações das deusas e batia uma palma da mão na outra. Por essa razão, é chamado de inventor do aplauso. Após sua morte, as musas pediram que Zeus o colocasse entre as estrelas e ele se tornou Sagitário (corpo de cavalo e arco por ser um exímio caçador e cavaleiro). Alguns representam Sagitário com um rabo curto de bode, porque algumas genealogias colocam Crotos como filho da musa Euterpe com o deus .

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Unicórnio


O unicórnio ("um chifre" em latim) é um cavalo forte, veloz e pode apresentar um temperamento hostil. Sua característica particular é um único chifre espiralado no meio da testa de aproximadamente 45 cm. Em algumas espécies esse chifre é branco na base, preto no meio e vermelho-vivo na ponta. Alguns unicórnios podiam emitir ruídos graves. Algumas lendas ainda descrevem o animal com cavanhaque de bode, pernas de corça e rabo de leão.

Gravura do século XVII.
No chifre reside toda história e pensamentos do unicórnio. Várias lendas dizem que seu chifre possui incríveis poderes mágicos. Um cálice feito a partir dele propiciaria proteção para qualquer um que bebesse nele, além de prevenir contra convulsões, epilepsias e agir contra venenos. Em horas de perigo ou de concentração prolongada o chifre pode apresentar brilho ou esplendor suave. Para a proteção do unicórnio, não podemos ver seu chifre e, por isso, é confundido com um simples cavalo.

Quando adulto, o unicórnio apresentava pelagem branca, mas dourado em sua fase de potro, e prateado durante a adolescência. Alguns podiam apresentar a pelagem da cabeça ou só a crina com coloração vermelha escura. Seus alimentos favoritos eram frutas, grãos maduros, água corrente e folhas tenras de árvores.

O unicórnio representa a força, o poder e a pureza. Ama tudo o que é puro e por esse motivo se conta que quando um unicórnio encontra uma donzela, ele deita-se sobre o colo dela e adormece. Tornou-se símbolo recorrente da virgindade, principalmente, nas artes medievais e cristãs.

A virgem e o unicórnio, afresco de Domenico (1605)

O unicórnio capturado, tapeçaria do séc. XV.
A origem do tema do unicórnio (ou licórnio) é incerta e se perde nos tempos: está presente nos pavilhões de imperadores chineses e na narrativa da vida de Confúcio; faz parte do grande número animais fantásticos conhecidos e compilados na era de Alexandre e nas bibliotecas e obras helenísticas; e foi descrito pelo médico grego Ctésias, em 400 a.C., como sendo um animal nativo de terras indianas.

É bem possível que o mamífero pré-histórico chamada Elasmotério (ancestral do rinoceronte) seja a inspiração. Um ancestral asiático do antílope (oryx) também pode ser a referência. Estudiosos creem que o dente do narval era vendido por antigos mercadores nórdicos como chifre de um animal fantástico como o unicórnio.

Elasmotério em pintura de Heinrich Harder
É frequentemente utilizado em livros e filmes de fantasia (Harry Potter, por exemplo) e acaba ganhando diversos atributos que diferem dos relatos originais. A Constelação de Monoceros é atribuída ao unicórnio.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Pégaso


Perseu no Pégaso para o resgate de Andrômeda,
óleo de Frederick Leighton (1895)
Pégaso é o cavalo mais conhecido das mitologias. Sua mitologia esta conectada ao mito de Perseu e seu combate com a Medusa, pois teria nascido assim que a górgona foi decapitada pelo herói. Alguns dizem que Medusa estava grávida do estupro de Poseidon* e Pégaso saiu do pescoço sem cabeça. No entanto, faz mais sentido mitológico, aqueles que descrevem o sangue da górgona caindo no mar e dessa mistura nascer o cavalo alado de pelagem branca como a espuma do oceano. Quem saiu do corpo decapitado de Medusa foi Crisaor - portanto, irmão de Pégaso.

Belerofonte montado em Pégaso enfrenta a Quimera,
óleo de Peter Paul Rubens (1635).
Belerofonte é outro herói atado à mitologia de Pégaso. Para destruir a Quimera, Belerofonte precisava montar o cavalo alado e só o fez com ajuda de uma rédea de ouro dada pela deusa Atena. Após derrotar o monstro, tentou cavalgar até o Monte Olimpo, mas Zeus enviou uma vespa para picar Pégaso e derrubar o herói. Em seguida, Zeus decidiu colocar o animal à serviço dele e o instruiu a carregar seus raios. No fim, transformou-o em estrelas (Constelação de Pégaso). Por isso, é também considerado o Rei dos Céus, um símbolo de imortalidade, e está ligado às tempestades (a velocidade dos raios e o som dos trovões).


Seu nome vem do grego pëgë, que significa "fonte". O primeiro voo de Pégaso teria sido até o Monte Helicon, onde residiam as Musas, e, para lhes agradar, fez jorrar água da rocha em sua primeira patada no chão. Quem bebesse a água desta fonte (chamada Hipocrene), virava um poeta. Pégaso tornou-se, então, símbolo da inspiração poética e da imaginação. A musa Urânia era sua principal cuidadora.

Pégaso e as Musas no Monte Parnasso, óleo de Caesar van Everdingen (1650)
Pégaso não era o único cavalo alado da mitologia grega. A carruagem de Eos era puxada por dois cavalos alados Lampo e Faetonte. No entanto, a força simbólica de Pégaso era tão grande que muitos dizem que era ele o responsável por puxar a carruagem púrpura da Aurora - uma clara tentativa de unificar as criaturas em torno de um mito para fortalecê-lo.

* Importante ressaltar que Poseidon, deus do mar, também é considerado o deus que criou os cavalos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Sleipnir

Odin montado em Sleipnir chega a Valhalla
(Pedra Tjängvide)
Sleipnir (Sleipner) é a montaria de oito patas de Odin capaz de galopar a velocidades incríveis. Considerado o ser mais rápido entre os planos – podendo viajar por terra, céus e mar –, seu nome significa "suave" ou "aquele que plana".

A lenda de seu nascimento conta que Loki assumiu a forma de uma égua branca e se acasalou com o garanhão cinza Svadilfari, dando à luz a Sleipnir. Loki presenteou seu pai Odin com o cavalo. Montado nele, Odin ia para as batalhas, muitas vezes acompanhado por seus lobos e corvos, e cavalgava pelos céus, rodeado de espíritos dos guerreiros mortos em combate.

Em certa ocasião, Odin emprestou Sleipnir para seu filho Hermod saltar os portões colossais de Niflheim e resgatar o irmão morto Balder. Sigurd teria talhado runas nos dentes do animal para permitir a entrada dele nos diversos reinos.

Gravura de W. G. Collingwood (1908).

Outra história conta que Odin teria ido à casa do gigante Hrungnir em Jotunheim para mostr que tinha o melhor cavalo de todos os reinos. Hrungnir concordou que o deus tinha um belo cavalo, mas afirmou que sua montaria, Gullfaxi, era ainda melhor. Os dois montaram em seus cavalos para apostar uma corridae Sleipnir venceu com facilidade, deixando o gigante e sua montaria a mercê dos aesires nos portões de Asgard.

A representação de suas oito patas é variada. O mais comum é encontrar quatro na frente e quatro atrás, mas existem duas variações: uma em que Sleipnir tem somente quatro patas, mas elas se dividem em duas na altura dos joelhos; e outra em que ele possui seis patas na frente e duas atrás.Sua cor também é motivo de dúvida: preto, branco, cinza e até castanho avermelhado são possíveis.

Ilustração de manuscrito islandês do séc. XVIII.

Estudiosos creem que a construção simbólica do cavalo que viaja pelos diversos planos é a mesma dos xamãs norte-americanos que utilizam animais como guias espirituais. Segundo o folclore islandês, a forma de ferradura do cânion Ásbyrgi, localizado no Parque Nacional Jökulsárgljúfur, no norte da ilha, foi formada pelo casco de Sleipnir. Existe uma estátua do cavalo na cidade de Wednesbury, Inglaterra.

Visão aérea do cânion Ásbyrgi
Estátua de Sleipnir em Wednesbury.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O cavalo árabe

Uma antiga lenda árabe conta que um solitário beduíno pediu a Alá um companheiro para dividir os calorosos dias e as gélidas noites do deserto. Alá compreendeu o anseio desse homem e resolveu dar vida a uma única criatura que tivesse olhos tão potentes quanto os da águia, faro tão sensível quanto o do lobo, a velocidade da pantera e a resistência do camelo*. Acrescentou ainda a coragem do leão, a memória privilegiada do falcão, a elegância do andar da corsa e a fidelidade do cão. Chamou o Vento Sul e ordenou que ele soprasse sobre um punhado de areia que estava em suas mãos. Surgiu, assim, o Cavalo Árabe.


Cientificamente foi provado que muitas dessas características realmente existem no animal:
  • Seus olhos são grandes e salientes, garantindo excelente visão para alertar dos ataques de seus predadores. Além disso, uma protuberância acima dos olhos (jibbah) aumenta o tamanho da cavidade nasal e, assim, de sua capacidade respiratória.
  • Suas flexíveis narinas se dilatam quando ele corre ou está excitado, proporcionando uma grande captação de ar. Normalmente elas se encontram semi-cerradas, reduzindo entrada de poeira e areia.
  • O tamanho e a grande separação entre seus maxilares proporcionam um bom espaço para a passagem de sua desenvolvida traqueia – outro fator de adaptação para aumentar a captação de ar.
  • O carregamento de sua cabeça é muito mais alto do que qualquer outra raça, especialmente ao galope, o que também facilita a passagem do ar ao alongar a traquéia.
  • É comprovado que a raça árabe possui maior número de células vermelhas que as outras raças, o que indica que usa o oxigênio mais eficientemente.
  • Possui uma pele negra sob seus pelos. Essa pele escura em torno dos olhos reduz o reflexo da luz do sol e protege contra queimaduras. De espessura fina também proporciona rápida evaporação do suor e proximidade à irrigação sanguínea, o que resfria o cavalo mais rapidamente e oferece conforto em longas jornadas de esforço físico.
  • Os pelos de sua crina são normalmente finos e longos para proteger o pescoço da ação direta do sol. O longo topete na testa também protege os olhos do reflexo e da poeira.
  • Seu pequeno e cônico focinho com finos e ágeis lábios são provavelmente resultados evolutivos dos ralos pastos do deserto. Os cavalos dos beduínos pastoreavam apenas esporadicamente comendo poucos chumaços de grama aqui e ali, enquanto seguiam em suas longas jornadas.
  • É fato que muitos cavalos Árabes possuem apenas cinco vértebras lombares, diferentes das seis comuns em outras raças. Essa vértebra a menos pode explicar o pequeno lombo e a resultante habilidade em carregar grandes pesos proporcionalmente ao seu tamanho.

O cavalo árabe é uma das mais facilmente identificáveis raças de cavalo do mundo. É também uma das mais antigas raças equinas, com evidências arqueológicas que remontam a cerca de 2500 a.C.. A raça se difundiu pelo mundo mediante guerras e o comércio, sendo usado para melhorar outras raças, dando-lhes mais velocidade, refinamento, resistência e estrutura óssea. Atualmente, as linhagens árabes são encontradas em quase todas as raças modernas de cavalos de montaria.

Outra lenda conta que Maomé, depois de uma longa caminhada, mandou que soltassem os animais para tomar água. Antes que chegassem ao lago, o profeta os chamou de volta, e apenas cinco éguas voltaram atendendo ao chamado sem matar a sede. Ele abençoou estas cinco éguas e delas se formaram as cinco linhagens famosas: Kehilan, Seglawi, Maneghi, Abeyan e Dahman. Acredita-se que um Puro Sangue Árabe seja o mais perfeito animal.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Ano chinês do Cavalo de Madeira


De acordo com o calendário chinês, hoje, 31 de janeiro de 2014, tem início o Ano do Cavalo de Madeira, cheio de descobertas e invenções, cooperações e amizades. Bem diferente do mais famoso cavalo de madeira da história, né?

Será um tempo de colher o que plantamos, de renovação e de mudanças, oportuno para quem quer alcançar o sucesso e transformar a própria realidade superando questões de trabalho com determinação e coragem. Bom para quem quer abrir um negócio, sem medo de se arriscar e de lutar pelo que se deseja, pois a tendência é conseguir solucionar problemas com rapidez e eficiência. Será um ano decisivo para quem estiver disposto a tirar projetos da gaveta e para aqueles que procuram um bem maior: grandes causas são favorecidas com a força do incansável cavalo. As comunicações serão favorecidas e profissões que lidam com o público estarão em alta: comércio, atividades artísticas e intelectuais ficarão em evidência. No campo pessoal, as pessoas estarão mais românticas e carinhosas, porém novos relacionamentos e trocas de parceiros acontecerão em grande número.

Tudo lindo, mas será um ano movimentado e extenuante. A Primeira Guerra Mundial (1918), a Grande Depressão (1930), a Segunda Guerra Mundial (1942) e a Revolução Cultural Chinesa (1966) aconteceram em anos regidos pelo Cavalo. Pelo jeito, terei menos tempo ainda para dar a devida atenção a este blog...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Cavalo de Troia

O Cavalo de Troia foi um grande cavalo de madeira usado pelos gregos como um estratagema decisivo para a conquista da cidade fortificada de Troia.

Detalhe do vaso de Mykonos com uma das mais antigas
representações do Cavalo de Troia (séc. VIII a.C.).

Os gregos se uniram para assaltarem Troia e recuperar Helena, esposa raptada de Menelau, rei de Esparta. Depois de um penoso e frustrante cerco de nove anos, a cidade permanecia inexpugnada, protegida por altas muralhas. Ambos os lados contavam com o auxílio de deuses: Atena, deusa da sabedoria, favorecia os gregos, especialmente Ulisses, que teria tido a ideia de criar o cavalo de madeira com um interior oco, onde um grupo de guerreiros deveria se esconder. Simulando uma retirada, os gregos deixaram o cavalo às portas da cidade e se ocultaram em uma ilha próxima. Um grego, Sinon, deixou-se capturar e induziu os troianos a levarem o cavalo para dentro da cidade como um presente de vitória sobre o inimigo. À noite, quando a cidade dormia, os gregos saíram do cavalo e facilitaram a entrada de seu exército, que finalmente deixou a cidade em ruínas (localizadas em terras turcas).

Iluminura de Virgílio mostra Sinon e
o cavalo diante dos troianos (séc. V).
A história dessa guerra foi contada primeiro na Ilíada de Homero, mas ali o cavalo não é mencionado, só aparecendo brevemente na sua Odisseia, que narra a acidentada viagem de Ulisses de volta para casa. Outros escritores depois dele ampliaram e detalharam o episódio.

O cavalo é considerado em geral uma criação lendária, mas não é impossível que tenha realmente existido. É mais provável que tenha sido uma máquina de guerra verdadeira (um aríete) transfigurada pela fantasia dos cronistas. Seja como for, revelou-se um fértil motivo literário e artístico, e desde a Antiguidade foi citado ou reproduzido vezes incontáveis em poemas, romances, pinturas, esculturas, monumentos, filmes e de outras maneiras, incluindo caricaturas e brinquedos.

Cavalo de Troia criado para o filme Troia (Troy, 2004), hoje exposto na Turquia.

Tornou-se também origem de duas conhecidas expressões idiomáticas, significando um engodo destrutivo, e neste sentido denomina atualmente uma espécie de vírus de computador ou algo recebido aparentemente agradável, mas que acarreta consequências funestas, um "presente de grego".

sábado, 11 de janeiro de 2014

De quatro!

Não esqueci do aniversário no dia 4 de janeiro (nem do Dia de Reis), não... mas também tenho direito de tirar férias depois de um ano intenso que deixou esse blog às moscas, certo?

Como todos os sinais indicam um ano ainda mais intenso, não sei o que vai acontecer por aqui, só sei que não arredo pé!