segunda-feira, 31 de agosto de 2015

HÉRCULES: Em nome da glória

Hércules de Farnese, estátua em mármore de Glykon. 216 a.C.
Hércules é o nome em latim dado pelos antigos romanos ao herói da mitologia grega Héracles, o mais célebre de todos os heróis. Pode ser uma modificação do nome do herói etrusco Hercle. Um juramento invocando Hércules (Hercle! ou Mehercle!) era uma interjeição comum no latim clássico. Héracles - que significa “em glória à deusa Hera” ou "aquele que serve gloriosamente" - foi o nome que ele usou para apaziguar a fúria da deusa, mas só foi efetivamente considerado após o término dos famosos trabalhos.

No entanto, o nome real do famoso herói é Alcides, em homenagem a Alceu, pai de Anfitrião e filho de Perseu. Em grego, alké significa vigor, e alkéides, força em ação.

Era um símbolo do homem em luta contra as forças da Natureza, exemplo de masculinidade e ancestral de diversos clãs reais (os Heráclidas). Tornou-se renomado por deixar o mundo mais seguro, um paladino da ordem olímpica contra os perigosos monstros ctônicos.

Em obras de arte greco-arcaicas, romanas, renascentistas e pós-renascentistas, Hércules pode ser identificado por seus atributos, como a barba, a pele de leão e a clava. Em alguns mosaicos, era mostrado com a pele bronzeada, quase negra, um aspecto considerado viril. Foram encontradas representações imberbes do herói feitas no século IV, quando sua popularidade foi reduzida e seu lado humano mais explorado.


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domingo, 30 de agosto de 2015

Toda saga de Hércules

É a Héracles, filho de Zeus, que vou cantar,
ele que é de longe o maior dentre os que habitam a terra.
Aquele a quem Alcmena, na Tebas de belos coros,
deu a luz, após unir-se ao Crônida de sombrias nuvens.
Errou e sofreu, primeiro, sobre a terra e no mar imensos;
em seguida triunfou, graças à sua bravura,
e, sozinho, executou tarefas audaciosas e inimitáveis.
Agora, habita feliz a bela mansão do Olimpo nevoso
e tem por esposa a Hebe de lindos tornozelos.

Hino de Homero a Herácles
Hércules barbudo coberto por pele de leão.
Estátua romana de mármore, séc. I.
Metropolitan Museum of Art, EUA.
Homero escreveu em oito versos o que fico prometendo desde que comecei esse blog em janeiro de 2010: contar a história de Hércules. Então, inspirado pelo interesse do meu sobrinho de 4 anos, posso dizer: chegou a hora finalmente!

Foram meses de pesquisa para chegar a um resultado satisfatório, pois é extremamente difícil encontrar uma ordem racional e cronológica coerente nesta saga épica que evoluiu ininterruptamente, da época pré-helênica à antiguidade greco-romana. Creio que ainda encontrarei muita coisa interessante e farei as devidas atualizações caso isso aconteça.

A partir de amanhã toda a saga do herói mais famoso das mitologias aparecerá aqui no blog às segundas-feiras. Do nascimento à morte, passando pelas serpentes do berço, pelos Doze Trabalho (é claro)... e olha... tem tanta história legal que só deve acabar em 2016!!!

PS.: Um agradecimento a Renato Kress e sua extensa biblioteca (e sabedoria).


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quinta-feira, 27 de agosto de 2015

O Boto

Muita gente conta que viu. Algumas mulheres dizem até que dançaram com ele. A verdade é que todas suspiram quando falam seu nome. É o Boto, o mito encantador que adora a noite e as festas à beira dos rios da Amazônia. Durante o dia, é um mamífero aquático. Às primeiras horas da noite, ele sai da água e se transforma em um rapaz forte e bonito, vestido de branco e um chapéu que nunca tira para não mostrar o orifício por onde respira, no alto da cabeça.

Em seguida, o Boto parte para conquistar o coração de alguma mulher. Não é difícil: ele é simpático, grande dançarino, muito alegre e brincalhão. Tem uma conversa boa que rola como o próprio rio. Depois de dançar e se divertir muito, o Boto vai namorar na beira do rio. Quando chega a madrugada, ele se despede da companheira, pula na água e volta ser um animal. Com muitas dessas namoradas ele tem filhos, mas nunca se interessou por eles. Só quer saber de continuar indo a festas, dançando e conquistando outros corações pelas noites da Amazônia.

Para quem quer conquistar o coração de alguém, nada melhor que um amuleto da sorte feito de olho de Boto seco e preparado por um pajé de alguma tribo amazônica.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Mula sem Cabeça

Lenda com raízes no Brasil colonial, a Mula sem Cabeça é a concubina do padre, que para purgar seu pecado transforma-se em animal na noite de quinta para sexta. Lança chispas de fogo e assombra com seu galope violento e seus relinchos sobrenaturais.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Modjadji

Rainha da chuva dos Lovedu de Transvaal, na África do Sul, Modjadji também conhecida como Mujaji. É chamada em tempos de seca, quando ela usa encantos secretos e a ajuda de espíritos antepassados para fazer chuva e manter a terra saudável.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Ku

A divindade havaiana responsável pela terra e pela guerra era Ku (Tu, na Polinésia). Incentivava a inveja e as brigas entre os humanos, sempre com uma expressão feroz, mas também ajudou a fazer a terra e o primeiro humano, junto com o deus criador Kane (Tane) e seu pacífico colega - e oposto deus da paz - Lono. Era adorado durante oito meses do ano, quando Lono se ausentava do mundo.

sábado, 15 de agosto de 2015

Hadad

O deus trovão Hadad, cujo nome significa "aquele que quebra", foi o deus mais importante da Síria. De sua morada, no alto de uma montanha, fazia soar o vozeirão pelos céus, e seus raios podiam levar morte e destruição ao povo. Foi identificado com Baal, o deus da tempestade dos cananeus.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Centaura

A exposição Ficções - que está na Caixa Cultural do Rio de Janeiro até 6 de setembro - reúne mais de 40 obras de 33 artistas contemporâneos brasileiros. Dentre elas, está Centaura, de Daniel Lannes, uma visão - digamos - romântica de um centauro fêmea.

Óleo sobre linho, 2014.

Veja mais da exposição AQUI.

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Ibofanga

O deus supremo da tribo Creek. Seu nome significa “aquele que está acima”. Ele também é conhecido como o deus-sol Hisakitaimisi, que significa “mestre da vida”.

domingo, 9 de agosto de 2015

Ixtab

Ixtab, deusa maia guardiã dos suicidas, presidia o Paraíso dos Abençoados. Reunia todos os que tinham se suicidado por enforcamento e enviava seus espíritos diretamente para o paraíso. Lá, juntamente com os soldados que haviam morrido nos campos de batalha ou como vítimas de sacrifícios, as mulheres que pereceram durante o parto e membros do sacerdócio, eles levavam uma vida de prazeres, premiados com comidas e bebidas deliciosas e repousando sob a sombra de uma árvore agradável (Iaxche), livres de todos os desejos.

A aparência de Ixtab indica sua função: ela é retratada como uma mulher enforcada, pendurada no céu, com uma corda ao redor do pescoço. Seus olhos fechados e as bochechas mostram os primeiros sinais de decomposição.

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Ganga

Ganga é a deusa protetora do sagrado Rio Ganges e, em épocas diferentes, esposa de três dos maiores deuses da mitologia hindu: Vishnu, Agni e Shiva. Esta deusa do rio nasceu do dedão do pé de Vishnu e correu pelos céus. Entretanto, houve uma terrível seca. Homens e mulheres buscavam desesperados algum tipo de umidade, e obviamente a única maneira de trazer de volta às águas à terra seca era trazer a deusa – personificação do Ganges – para a terra. Mas o rio sagrado era tão grande que sua descida provocaria enchentes e devastação. Para evitar esse desastre, Shiva permitiu que suas águas fluíssem através de seis afluentes a partir de seus cabelos presos, até que a força líquida fosse domada e então liberada para a deusa continuar sua descida.

Ganga pode ter dois ou quatro braços, é branca e em geral é representada montando um peixe. Carrega um pote de água e uma flor de lótus.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Hapi

Hapi era o deus das enchentes do rio Nilo. Vivia numa caverna, perto da catarata do rio. Era sua tarefa manter as duas margens do rio sempre férteis, e fazia isso espalhando sementes na água, quando ela fluía para a terra. Era retratado com grandes seios pendentes e ma barriga pronunciada, ambos símbolos de fertilidade. Na cabeça, usava enfeites feitos de plantas aquáticas.