segunda-feira, 13 de maio de 2013

ENQUETE RESULTADO: Inuítes

Por alguma razão que ainda não consegui descobrir, a enquete aqui do blog só computou 3 votantes, quando foram 12 na verdade. Assim, não terei como dar o resultado completo. Porém, somando os votos daqui e os do Facebook, o ranking de postagens ficou da seguinte forma:
  1. INUÍTE
  2. Chinesa
  3. Polinésia
  4. Hindu
  5. Grega
  6. Egípcia
  7. Celta
  8. Brasileira
  9. Asteca
  10. Romana
  11. Norte-Americana
  12. Japonesa
  13. Inca
  14. Finlandesa
  15. Eslava
  16. Africana
  17. Australiana
  18. Escandinava
  19. Maia
  20. Mesopotâmica
Enquanto eu escrevo a próxima postagem inuíte, divirta-se com a mitologia vencedora!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

ENQUETE: Próximo post

Até a próxima segunda-feira, estarei fazendo uma enquete (aqui do lado e no Facebook) para saber sobre qual mitologia será a próxima postagem. O resultado criará um ranking que determinará a procedência das próximas 20 divindades.

Participem!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Anjo caído

Em tempo de inúmeros questionamentos religiosos com direito a discussões, brigas e manifestações, gostaria de botar um pouco mais de pimenta indicando uma história em quadrinhos que coloca em cheque algumas coisas. Escrito pelo multipremiado Peter David, a sinopse de Anjo Caído diz o seguinte:
Vagando pelas ruas sinistras da cidade sobrenatural chamada Bete Noire, a criatura que outrora foi um anjo da guarda atua como uma devastadora força tanto do bem quanto do mal. Um ser divino banido do Paraíso, cujo passado permanecia há muito tempo envolto em mistério... Até agora. O Anjo Caído se vê diante de uma sedutora proposta capaz de reverter os rumos de sua existência. Porém, tudo tem seu preço. Se quiser aproveitar essa chance de redenção, ela terá de abandonar para sempre todos os vínculos com o plano terreno, inclusive o maior deles: seu filho!
Diferente! Herege!

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A origem do encanto

Finalmente consegui assistir A origem dos guardiões (Rise of the guardians, 2012), baseado na série de livros The Guardians of Childhood, de William Joyce, que reúne ícones das fábulas e dos contos de fada. A sinopse diz o seguinte:
As crianças do mundo inteiro são protegidas por um seleto grupo de guardiões: Papai Noel, Fada do Dente, Coelho da Páscoa e Sandman. São eles que garantem a inocência e o encanto das lendas infantis. Mas um espírito malígno, o Breu, pretende transformar todos os sonhos em pesadelos, despertando o medo em todas as crianças e destruindo os guardiões. Para combater este adversário poderoso, o Homem na Lua designa um novo guardião para ajudar o grupo: Jack Frost, um travesso garoto invisível que controla o inverno. Sem conhecer sua própria vocação de guardião, ele embarca em uma aventura na qual vai descobrir tanto sobre as crianças quanto sobre seu próprio passado.



North, o Papai Noel de Alec Baldwin, que é russo, cheio de tatuagens, é chefe de duendes meio burrinhos e yetis, além de ter um trenó que todo mundo acha o máximo. É responsável pela magia e pelo encanto.
Bunnymund, o Coelho da Páscoa de Hugh Jackman, que é australiano, utiliza bumerangues e ovos-bomba de fumaça e é capaz de abrir portais/burcaos no chão onde quer que pise. É responsável pela renovação e pela esperança.
Jack Frost, o Inverno de Chris Pine, que é um garoto travesso, que aparentemente só se preocupa com bagunça, no entanto, é muito mais do que isso. Se disser mais, estraga o filme, mas diversão e alegria são fundamentais pra qualquer criança.
Sandy, o Sandman, que não tem ator para dublá-lo porque ele é mudo, mas dá um show no visual com sua areia mística que traz bons sonhos a todos. É responsável pela imaginação.
Tooth, a Fada dos Dentes de Isla Fischer, com jeitão de beija-flor, tem suas fadinhas hiperativas trabalhando sem parar. É responsável pelas boas lembranças da infância.
Pitch, o Breu - também chamado de Bicho-Papão - de Jude Law, é a representação do medo que acaba com o encanto, com a esperança, com os bons sonhos e as boas lembranças.

É um filme bem legal com várias referências divertidas, mas não é um filme para crianças muito pequenas porque pode causar alguma confusão com as representações de um Papai Noel russo tatuado que utiliza facões ou um Coelhinho da Páscoa australiano que usa bumerangues. Além disso, o filme dá maior destaque aos dois personagens que não são muito conhecidos pelo público brasileiro (Jack Frost e Sandman). Mesmo assim, é uma animação bem interessante para aquelas crianças que já estão na fase entre o acreditar e o crescer, entre a curta infância e a acelerada pré-adolescência.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Infográfico viking

O History Channel lançou uma série chamada Vikings que nos transporta para o mundo brutal e misterioso de um guerreiro viking e agricultor que anseia explorar (e atacar) as praias distantes através do oceano. Sua ambição o coloca em desacordo com o chefe local. Além de muita guerra e derramamento de sangue, a série é uma história de família, fraternidade e embates entre a moral cristã e a sociedade pagã viking.

Não sei se a série é boa ou não, mas eles lançaram um infográfico bem simples para entender como funciona a base do panteão escandinavo, com os já conhecidos Odin, Thor e Loki, além de Freyr, Frigg e das Valquírias.

A série estreiou no dia 3 de março nos EUA e termina sua primeira temporada no dia 28 de abril. Já foi renovada! Será que vale a pena?

domingo, 14 de abril de 2013

Kanamara Matsuri, o festival do falo de ferro

Kanamara Matsuri é um festival dedicado a uma divindade japonesa conhecida como "O Falo de Ferro", senhor da fertilidade, da sexualidade e da reprodução humana, trazendo fartura e a cura para a impotência e a esterilidade.

Uma lenda conta que uma menina era possuída por um demônio de dentes afiados que se escondia em sua vagina, castrando seus pretendentes. Então, um ferreiro resolveu forjar um falo de ferro para expulsar o demônio. Possivelmente o demônio era alguma doença venérea e Kanamara, o nome do ferreiro. Prostitutas, então, passaram a rezar para um pênis de metal, pedindo sucesso em seus negócios e proteção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Na cidade japonesa de Kawasaki, há mais de 40 anos ocorre anualmente Festival Kanamara (matsuri é festival em japonês), que celebra a chegada da primavera, a estação da fertilidade, no primeiro domingo de abril. A atração principal é uma procissão com três pênis gigantes, que são carregados por mulheres e homens vestidos com roupas femininas. Todos se reúnem pedindo ajuda espiritual para ter filhos saudáveis e evitar problemas no casamento em torno de imagens enormes do órgão sexual masculino.


Hoje, além de todo o tipo de objeto com forma fálica, o governo japonês aproveita o evento para fazer campanhas contra o HIV.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Cemitério celta?

Investigadores britânicos da University College de Londres revelaram no mês passado uma nova teoria sobre Stonehenge. O antigo círculo de pedras, situado na planície de Salisbury, sudoeste da Inglaterra, teria sido originalmente um cemitério e um local de grandes celebrações, ao invés de um calendário ou observatório astronômico da Idade da Pedra.

© OUR PLACE The World Heritage Collection

Os arqueólogos promoveram durante dez anos diversas pesquisas que incluíram escavações, trabalho de laboratório e a análise de 63 antigos restos humanos. A equipe de investigadores - liderada pelo Prof. Mike Parker Pearson - acredita que o Stonehenge original foi utilizado como um túmulo para famílias distintas e construído cerca de 3000 a.C., ou seja, 500 anos mais cedo do que a data até agora atribuída para o monumento, hoje famoso em todo o mundo e patrimônio mundial da Unesco. Os restos de diversos corpos cremados "foram marcados com as pedras azuis de Stonehenge", precisou Parker.

Análises efetuadas aos restos de 80 mil ossos de animais detetados no local também sugerem que, por volta de 2.500 A.C., decorreram em Stonehenge grandes festas comunitárias. "Parece que os povos antigos viajavam para celebrar os solstícios do verão e do inverno mas também para construir o monumento", acrescentou o professor.

E o mistério continua...

terça-feira, 2 de abril de 2013

Deuses e deusas gregos

É comum utilizar os termos deus grego/deusa grega para representar alguém de beleza física estonteante. O estilista Karl Lagerfeld utilizou dessa inspiração para Mythology, o calendário Pirelli de 2011, com modelos e atores.

Daria Werbowy como Ártemis
Julianne Moore como Hera
Elisa Sednaoui como Flora
Erin Wasson como Ajax
Iris Strubegger como Atena
Baptiste Giabiconi como Apolo
Brad Kroenig como Zeus
Daria Werbowy como Pentesiléia
Heidi Mount como Aurora
Magdalena Frackowiak também como Atena
Isabeli Fontana, Garrett Neff e Bianca Balti como bacantes
Elisa Sednaoui e Baptiste Giabiconi como Eco e Narciso
Jake Davies como Aquiles
Magdalena Frackowiak como Héstia
Natasha Poly como Melpômene
Jeneil Williams como Hades
Lara Stone e Sébastien Jondeau como Afrodite e Ares
Heidi Mount como Anfitrite
Anja Rubik como Hermes
Anja Rubik como Terpsícore
Uau!

sexta-feira, 29 de março de 2013

Pêssankas, os ovos da primavera pascoal

Presentear com ovos na Páscoa é um costume bem mais antigo do que se imagina: em escavações arqueológicas, foram encontrados indícios da tradição de pelo menos três mil anos antes de Cristo! Mas não eram ovos de chocolate, como conhecemos hoje, e sim ovos de galinha pintados à mão.

A tradição começou com povos pagãos da Europa central e oriental que, durante o inverno, por causa da neve, permaneciam em casa pintando as cascas de ovos que serviam de amuleto. Quando chegava a primavera, estes ovos eram oferecidos aos deuses, pedindo proteção. Em um ritual para a deusa Ishtar, que ocorria no equinócio da primavera, os participantes pintavam e decoravam ovos e os escondiam.

Até hoje, é costume dar ovos de galinha, de pata, de codorna ou de madeira aos amigos e familiares nos países eslavos (como a Ucrânia, Polônia, Rússia, etc) e no sul do Brasil, que possui um grande número de descendentes de ucranianos. Os poloneses ainda fazem walatka, uma brincadeira em que as pessoas batem um ovo no outro. Se quebrar o ovo do adversário, o vencedor fica com a aposta.

"Na Ucrânia, os ovos se chamam pêssankas (derivado do verbo pysaty, "escrever"), e os desenhos são geométricos (veja aqui alguns). Já na Polônia, recebem o nome de pissankis e as figuras representam a natureza", explica o artista plástico paranaense Eloir Jr., especialista na arte milenar da pêssanka. Cada símbolo pintado tem um significado: triângulos representam religiosidade, linhas retas simbolizam a vida eterna e estrelas significam sucesso.


A forma de decorar os ovos mudou muito. "Antes, a tinta era produzida a partir de legumes e vegetais. Para produzir a cor vermelha, a beterraba era fervida em uma panela com água e deixada de molho por dias e até semanas. Depois, o ovo era mergulhado nesse líquido", conta Eloir. "Para obter tons de verde usava-se a couve, enquanto os tons de marrom eram feitos com casca de cebola. Atualmente, usamos anilina". Mas até hoje, os desenhos na casca do ovo são feitos com cera de abelha derretida na chama de uma vela, de forma bem artesanal.

No Cristianismo, o ovo se tornou um dos símbolos da Páscoa ao representar vida nova e ressurreição de Cristo. Além disso, a data é celebrada justamente no início da primavera no hemisfério norte.

O chocolate entrou na história no século XIX. Primeiro os pâtissiers franceses e alemãos recheavam os ovos de galinha, depois de esvaziados de clara e gema, com chocolate e os pintavam por fora (assim). Depois inventaram os ovos moldados e o resto da história você vê no supermercado.

OBS.: O depoimento do artista plástico e as imagens foram retirados de uma matéria da Folha de São Paulo.

segunda-feira, 25 de março de 2013

O rumo da História

Terminei de ler O Símbolo Perdido, o quinto livro de Dan Brown, e continuo achando que é um bom momento para ler as três aventuras do simbologista Robert Langdon com tudo que anda se falando sobre igrejas catolicismos, cristianismos e evangelismos. Até atualizei o post recente que falo sobre os livros.

Apesar de toda a polêmica, o autor deixa claro que a forma que nós interpretamos uma símbolo, uma imagem, uma palavra ou uma frase podem alterar o rumo da história... ou o curso da História. Eu garanto: entender isso abre a mente.