sexta-feira, 4 de janeiro de 2019

De onde viemos? Para onde vamos?

Comecei o ano com essas duas perguntas através do livro Origem (Ed. Arqueiro, 2017), de Dan Brown, que agora busca desafiar a igreja (como sempre) com a evolução tecnológica num suspense pelas ruas de Madri e Barcelona. A fórmula se mantém (tornando tudo meio óbvio), mas dessa vez com menos arte e mais arquitetura, menos códigos e mais ansiedade para saber qual afinal são as respostas para as perguntas.

Passamos quase o livro todo querendo pular para o final, com a certeza de que não vamos perder nada se o fizermos. Infelizmente, Dan Brown ainda vive das reviravoltas d'O Código da Vinci, o que nos faz ler tudo, aguardando por alguma coisa. Só que essa coisa não vem... E quando vem a hora das respostas, você já vai estar tão ansioso que não é o suficiente.

Bom... a resposta "de onde viemos?" é dada parcialmente e até tem uma estrutura interessante que realmente dá uma bela pancada em todos os preceitos mitológicos/religiosos. Porém, a fagulha divina ainda está lá. Já a segunda resposta... Ficou de um jeito meio inventado, forçado, tipo "era isso? Um livro inteiro pra isso?". E isso, é claro, dá uma derrubada no livro.

Porém...

Fiz a pausa dramática porque cada vez que o autor abordava a situação histórico-política-religiosa da Espanha, me senti sendo transportado para o Brasil de agora. E uma frase de Edmund Burke se tornou para mim mais importante do que as duas perguntas: "Aqueles que não conhecem a história estão fadadas a repeti-la". #ficaadica

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