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Gravura de Feya-Mardöll, por Jenny Nyström (1854-1964) |
Freya é a deusa mãe da dinastia
Vanir na mitologia nórdica. Filha de
Njörd e
Skadi, e irmã gêmea de
Freyr, ela é a deusa do sexo e da sensualidade, fertilidade, do amor, da beleza e da atração, da luxúria, da música e das flores. É também a padroeira da colheita e do nascimento, da magia e da adivinhação.
De caráter arrebatador, teve vários deuses e mortais como amantes e é representada como uma mulher atraente e voluptuosa, de olhos claros, baixa estatura, sardas, trazendo consigo um belíssimo colar mágico de âmbar e rubis (
Brisingamen, que obteve dormindo com os
Brisings, quatro anões que o fizeram,
Alfrigg,
Berling,
Dvalin e
Grerr) e um manto de penas chamado
Valhamr (que a permitia se transformar em falcão). Andava em uma carruagem puxada por dois gatos azuis, na companhia de
Hildesvini (seu amante mortal
Ottar transformado em um javali de batalha com presas de ouro). Teria sido vista também como uma porca ou uma cabra.

Freya se mudou para Asgard para viver com os
Aesires como símbolo da amizade criada depois da grande guerra. Lá ela mora no palácio
Folkvang (Campo do Povo) com sua criada
Fulla. Ela compartilhava os mortos de guerra com Odin: metade dos homens e todas as mulheres mortos em batalha iriam para seu salão
Sessrumnir no Valhalla. Tornou-se líder das
Valquírias. Quando cavalgava os céus com sua armadura, tornava-se a Aurora Boreal.
Diz a lenda que ela estava sempre procurando, no céu e na terra, por
Odur, seu marido perdido, enquanto derramava lágrimas que se transformavam em ouro na terra e âmbar no mar. Por isso, podia ser a deusa da riqueza. Com Odur, foi mãe de
Hnossa (jóia) e
Gersimni (preciosa). Mas tinha uma suposta e secreta paixão por
Loki e era desejada pelos gigantes. A demora em encontrar Odur fez com que ela se tornasse promíscua. Quando o encontrou, Odur havia se tornado um horrendo monstro marinho, mas ela se manteve a seu lado até sua morte acidental. Ela o reclamou no Valhalla, onde ele vive em
Sessrumnir.
Freya também é chamada de
Fréia,
Freja,
Freyja,
Frauja,
Fremantle,
Frowa e
Froya. E ainda tinha os epitetos:
Vanadis (deusa dos Vanir),
Mardöll (brilho do mar),
Hörn (cabelos de ouro),
Gefn (dadivosa) e
Syr (semeadora). Já sabemos de sua confusão com a deusa
Frigg, mas agora vemos suas distinções. Ela também é associada a inúmeras deusas gregas e egípcias, mas nenhuma é tão abrangente quanto ela.
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Freya, pintura à óleo de John Bauer (1882-1918) |